| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Tinamiformes |
| Família: | Tinamidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | C. undulatus |
O jaó é uma ave tinamiforme da família Tinamidae.
Também conhecido como macucauá e sururina (Amazonas e Pará). Pertence a uma das mais antigas famílias do continente sul-americano, os tinamídeos. Com formato de corpo semelhante a galinhas, embora sem nenhum parentesco próximo com os galináceos. Seus registros fósseis no continente chegam há 10 milhões de anos.
Seu nome científico significa: do (grego) kruptus = escondido, oculto; e oura = cauda; crypturellus = diminutivo de crypturus; e do (latim) undulatus = com ondas, ondulado, onda. ⇒ Pequeno Crypturus ondulado ou pequena (ave) com ondas e cauda escondida.
Mede cerca de 31 cm de comprimento.
O jaó desloca-se pelo chão da floresta quase sem fazer ruído, apesar de ser relativamente corpulento. Sua plumagem cinza amarronzada do dorso é finamente estriada.
Seu nome comum deriva do pio longo, assobiado e um pouco melancólico, emitido o ano todo, com mais freqüência no período reprodutivo. Parece que está dizendo “Eu sou Jaó”, com maior ênfase no final. Escutado no início da manhã e do meio da tarde até o escurecer. Algumas vezes, pia em noites de lua cheia.
Possui seis subespécies:
Alimenta-se de pequenos frutos caídos no chão, moluscos e insetos, encontrados sob as folhas da mata. Ao contrário dos galináceos, não usam os pés para remexer as folhas e solo para encontrar suas presas, executando isso exclusivamente com o bico.
O pio serve para demarcar sua área de vida e, no período reprodutivo, aproximar os indivíduos. Como na Ema, cabe ao macho todo o cuidado da construção do ninho, na incubação dos ovos que dura 17 dias e criação dos filhotes. Os ovos recém-postos são muito coloridos, de um rosa claro ou cinzento claro, brilhando como se fossem de porcelana.
Na época reprodutiva chega a aproximar-se lentamente de uma pessoa que, imóvel e escondida, imite o seu pio.
Ovo rosa-claro ou cinza-escuro.
Habita a mata de várzea e galeria, capoeira, matas secas e ralas e cerrado.
Vivem, também, em campos e florestas de toda a América do Sul. Embora possam voar, não possuem a quilha óssea do osso do peito que possibilita o vôo contínuo. Todos os tinamídeos usam as asas como último recurso de fuga, fazendo um vôo curto, entremeado de planeios nas espécies campestres.
Região norte, oeste da região Nordeste, Centro-oeste, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Ocorre também na Venezuela, Guiana, Colômbia e Peru.